Homero Ottoni Jr, colaborador do site Ceticismo Aberto
Criticas de livros podem ser construídas com diversas intenções e a partir de diversos ângulos de visão. Pode-se criticar o estilo do texto ou do autor, ou criticar os argumentos apresentados por este. Pode-se criticar os dados apresentados, ou as conseqüências que o autor da crítica pensa serem decorrentes das posições do autor do livro.
Mas esta crítica (Delírios de Richard Dawkins) feita ao novo livro de Dawkins, por João Fidelis, parece mais com a crítica do tipo “não li, mas vou criticar assim mesmo”. Ou seja, uma crítica que não tem a menor relação com a real intenção do autor e com os argumentos apresentados pelo livro criticado, sendo mais uma questão de “se defender” daquilo que, pensa o autor da crítica, o livro contém contra sua fé pessoal.
Por exemplo, João Fidélis diz que a reportagem afirma ser o novo livro uma continuação da obra anterior, O Gene Egoísta. Aparentemente, além de não ler o livro novo, também não leu o anterior. Que é um livro de biologia, não de filosofia, e não traz em suas alegações, dados e argumentos, nada que justifique essa alegação sobre ser este último uma continuação.
O Gene Egoísta se utiliza do termo “egoísta” de forma metafórica, um tipo de analogia, e adverte ao longo de todas as suas páginas, que não se deve levar essa analogia longe demais, que o egoísmo do gene não é o mesmo egoísmo subjetivo dos seres humanos, e que seu sentido é apenas metafórico: genes atuam “como se fossem” egoístas, da mesma forma como uma avalanche que mata dezenas de pessoas parece agir de forma “cruel”. Nem o gene tem a menor intenção ou percepção de seus atos e decorrências, nem a avalanche tem a menor dose de crueldade nas mortes que causa.
É o mesmo princípio que nos leva a construir frases como “natureza cruel”, “inundação impiedosa” ou mesmo “pernilongo insistente”. Ninguém em sã consciência consideraria essas alegações como sendo literais ou concretas, e não se deveria considerar o gene egoísta no sentido humano e subjetivo do termo.
A não ser que não se tenha lido o livro, nem o anterior, nem o novo.
O novo livro de Dawkins é mais filosófico, sociológico, uma análise cultural, das forças envolvidas nas sociedades humanas, forças daninhas como a religião, que um livro de biologia. A biologia que encontramos nele não é como a do Gene Egoísta, mas contrapontos a alegações da fé e da religião quando estas estão fora de seus limites. É uma forma de contestar coisas como a alegação de sermos “especiais”, biologicamente falando, que é sempre brandida pela religião, todas as religiões.
O problema com essa crítica fica mais evidente em trechos como este da mesma:
João Fidélis: “O Gene Egoísta”, publicado em 1976, em que a principal idéia seria que o homem é tão somente um amontoado de genes interessados na continuação de sua linhagem reprodutiva. “
Do ponto de vista estritamente biológico, o homem É um amontoado de genes. Isso não é “uma idéia”, é um fato concreto da biologia e é disso que trata o livro, de biologia, O Gene Egoísta. Nem o livro, nem Dawkins, pretendem tirar lições filosóficas ou fazer julgamentos de valores a partir de conhecimento científico, biológico. Quem faz isso, quem acha ofensivo o que pode decorrer, em termos de julgamento de valor a partir desse fato, são os religiosos. Por isso a cruzada contra a evolução, contra a ciência, e os diversos “espantalhos” que são construídos para desviar o foco de atenção da questão real: o homem, do ponto de vista biológico, é um amontoado de genes, e estes se comportam de forma a permitir que possamos estuda-los de modo coerente e racional, e de forma a que podemos dizer que este comportamento é do tipo “como se fossem” egoistas.
Mais um trecho, mais uma alegação sem nenhuma base, pois o autor NÃO leu o livro que pretende criticar, e não tem como saber se é essa postura de Dawkins:
João Fidélis: “Tudo leva a crer que Dawkins não tem consciência plena que seus pensamentos não são novidade dentro do debate filosófico, desde Demócrito, que defendia a supremacia do átomo sobre todas as coisas.”
Claro que Dawkins sabe disso, e até mesmo usa boa parte dessa antiga discussão em seu livro, de forma brilhante e bem estruturada, coisa que João Fidélis perceberia, se tivesse lido o livro.
E perceberia que não se trata de defender a “supremacia” do átomo ou do gene. De novo, não há julgamentos de valor, subjetivos, no egoísmo dos genes, apenas uma analogia, que explica as forças da seleção natural, seu alcance e seus resultados: uma multiplicidade de espécies e seres vivos.
Isso no livro anterior, porque nesse novo Deus uma Ilusão, uma visão filosófica e social, racional, julgamentos de valor são apresentados, mas com embasamento lógico e argumentação clara e coerente, que pode ser refutada, como toda argumentação apresentada por Dawkins ou qualquer outro autor, cientista ou não, mas apenas por quem a leu propriamente e com o mesmo rigor e coerência dos argumentos originais do livro. Não basta supor, adivinhar ou imaginar o que o autor disse ou tentou colocar, é preciso mais que isso.
Outro trecho bastante problemático:
João Fidélis: “Aliás, sua entrevista reveste-se de uma superficialidade impar, em se tratando de filosofia, que nos leva a suspeitar que ele seja mais um dos alçados pela mídia à notoriedade simplesmente por vender livros, independentemente de sua originalidade, ou conteúdo investigatório. Suas afirmações são como uma argamassa atirada numa parede, sem a devida compactação ou alisamento, ou seja, é fácil tecer teorias (reeditadas) e vende-las como algo novo, com o apoio de uma mídia desinformada, árduo é apresentar provas metafísicas convincentes para a comunidade acadêmica internacional. “
Vamos “esquecer” por um instante que se trata de uma “entrevista”, algo a ser publicado em uma ou duas páginas, em revista popular de circulação entre leigos. Vamos “esquecer” por um instante que Dawkins na verdade escreveu um LIVRO para expor seus pontos de vista, seus argumentos, as bases e estudos desses argumentos, as estruturas e complexidades de seu pensar, um livro de mais de 400 páginas, complementando uma vasta obra de produção literária, justamente porque não é possível fazer isso de forma complexa a aprofundada em uma “entrevista” .
Ainda assim, essa alegação falha miseravelmente. É apenas um “ad hominem”, e Dawkins é um dos pensadores e intelectuais mais admirados, prestigiados e respeitados da Inglaterra, e do mundo, com enorme volume de textos, livros e artigos, e dificilmente seria classificado como “mais um elevado pela mídia”. Basta uma breve pesquisa em sua produção intelectual, para perceber a diferença.
E, se há uma coisa que nem os inimigos mais ferrenhos de Dawkins ousam alegar contra ele, é falta de embasamento ou conteúdo investigatório em seus livros e argumentos. Pelo contrario, ele tende a ser acusado de gigantismo, excesso de dados e de exemplos, redundância de evidências, de escrever livros com volume absurdo de embasamento e dados.
Para terminar este trecho da crítica, apresentar “provas metafísicas” é praticamente um oxímoro. Não existem provas metafísicas, por definição, e é essa a alegação fundamental do livro atacado. Não há nenhuma evidência da existência metafísica de seres sobrenaturais, duendes ou deuses. Como alegar que essa “falta de provas metafísicas” seria um defeito do livro de Dawkins?
Na verdade, é justamente o apoio da comunidade acadêmica que dá a Dawkins e a seus livros, artigos e publicações, a força que seus detratores sentem. É a comunidade acadêmica que aceita, considera e elogia, os textos, livros e toda produção intelectual de Dawkins. Seus livros são lidos, discutidos, analisados e usados como exemplo em toda comunidade acadêmica.
Uma pesquisa por Dawkins no site da revisa Nature (a mais prestigiada revista científica do mundo) apresenta, apenas para os registros mais recentes, 398 citações. A Lancet, recentemente disponibilizada na Web, tem 15 citações. Embora este seja, mais um, “ad hominem”, mesmo que positivo, será que é possível que todos os cientistas acadêmicos foram “enganados” por Dawkins?
Mais um trecho:
João Fidélis: “Depreende-se que a religião, tida como forma de comunicação com Deus, passou por várias mudanças evolutivas no seu conteúdo ideológico, (uma vez que a moral é imutável e permanente na maioria delas), no entanto sempre esteve amoldada à capacidade intelectual das pessoas.”
Não, está evidentemente errado. Se há algo que é mutável, ajustável, e pouco permanente, é a moral religiosa (e ainda bem que é assim, ou estaríamos todos ainda a apedrejar mulheres adulteras e filhos desobedientes) . E mesmo as formas de comunicação com deus mudaram bastante, sendo que, racionalmente, primeiro seria preciso demonstrar a existência de alguma divindade, para só depois pensar em se comunicar com ela.
E não é a capacidade intelectual que a religião se amolda, mas a aspectos culturais, sociais, e aos poderes em ação nessas culturas. Claro que a religião das tribos nômades do deserto, simplórias e com fortes raízes no pensamento mágico, as explicações religiosas necessitavam ser também simplórias e ingênuas. Um sujeito barbudo e vingativo estava de bom tamanho.
Foi a sofisticação intelectual, derivada da razão e do conhecimento, que forçou a teologia a se sofisticar e aumentar a complexidade de suas crenças e alegações, para esconder as falhas de lógica e as dificuldades frente às evidências produzidas. Por exemplo, sete céus circulares, sete esferas cósmicas, a formarem o universo, com uma esfera superior de cristal, onde moravam deus e os anjos, podia ser aceitável antes da astronomia e das leis da gravitação, mas depois, ficava meio ridículo.
Outro trecho:
João Fidélis: “Elas existirão na medida em que as pessoas delas precisarem para seu amparo espiritual, embora seu fator negativo seja a alienação que algumas produzem nos indivíduos. E sofrerão mudanças até por questão de sobrevivência, senão serão deixadas de lado, como muitas já o foram no passado por se tornarem crendices.”
Todas são crendices, e é isso que defende o novo livro de Dawkins. E o autor, João Fidélis, parece incorrer no erro recorrente dos que tem fé, considerar superstição e crendice toda fé alheia. A diferença entre João Fidélis e Dawkins, é de apenas uma fé a mais, pois Dawkins também considera todas as religiões, incluindo a do João Fidélis, como crendices.
A pergunta a ser feita a partir dessa colocação de João Fidélis, de que algumas religiões seriam crendices, é: como ele diferencia uma crendice de uma religião verdadeira? Que mecanismos, que argumentos, que dados, que ferramentas intelectuais ou lógicas, ele acha que podem fazer essa distinção? Por que a crença dos aborígenes australianos ou a astrologia são crendices, mas a crença do Papa e da Santa Sé, é uma religião?
Mais um trecho:
João Fidélis: “Percebe-se claramente nas posições do autor de “Deus, um Delírio”, um fenômeno que vem ocorrendo nos últimos tempos, quando muitos estudiosos e cientistas, descrentes com as incongruências das religiões tradicionais, jogam todas elas no mesmo saco de lixo numa generalização errônea. Seria necessário conhecer com mais profundidade as que aliam todas as portas do conhecimento e a partir daí encontrar antíteses lógicas a elas.”
É justamente isso que Dawkins fez, estudou, analisou, se aprofundou em cada alegação religiosa, em especial nas que são majoritárias no planeta, e este livro é o resultado desse estudo. Quatrocentas e tantas páginas de resultado. E bastaria ler o livro, para descobrir isso.
João Fidélis: “O principal argumento do autor, contudo funda-se no seu ateísmo, cuja base está nas chaves correspondentes às manifestações da alma, que vem sendo descobertas pela moderna ciência. Sabe-se que todas as percepções sensoriais dos seres humanos encontram uma zona correspondente no campo físico, com maior intensidade na área cerebral, mas isto não quer dizer que ela por si só seja responsável pelas sensações.”
Não, não quer dizer, mas aponta nesse sentido. Sem evidências de que não seja assim, acreditar que não é assim, que o cérebro não é responsável, concreta e materialmente, pelas manifestações psicológicas (nem digo alma, uma alegação totalmente sem evidências), é uma questão de fé, como acreditar, na falta de evidências do contrário, em Papai Noel.
E a atitude criticada pelo João Fidélis é justamente a que definia a posição da religião no passado, a incapacidade de medir as reações neurológicas da mente, era usada como evidência da existência da alma. Quando isso muda, quando adquirimos a capacidade de detectar essas ações neurológicas, e mesmo interferir com elas, a religião quer deixar para trás suas alegações, e fingir que não é bem assim.
O ateísmo é a posição racional que, na ausência de evidências de seres sobrenaturais, de qualquer tipo, não acredita na existência desse seres. Equivale a não acreditar em Papai Noel por falta de evidências dessa existência, sendo a diferença é que não existe um termo específico para essa descrença (e ninguém diz “sou ateu de Papai Noel”).
Mas o ataque as religiões, a crítica a seus efeitos daninhos e sua inutilidade nos dias de hoje, nem mesmo necessita do ateísmo. É perfeitamente possível acreditar em seres sobrenaturais, e até mesmo um ser criador, e ainda assim não dar crédito as alegações das religiões que afirmam “saber” o que essa entidade deseja, intenciona, pretende, etc. A religião pode ser considerada daninha, qualquer religião, mesmo por quem decidiu acreditar em deus. Na verdade, é exatamente isso que todos os religiosos fazem, ao deixar de dar crédito as alegações das “outras” religiões.
A diferença, mais uma vez, não é de conceito, mas de número, ou seja, decidir se inclui ou não a sua própria fé pessoal nessa descrença em relação as “verdades absolutas” propostas.
Trecho com sérios problemas:
João Fidélis: “Corpo e alma estão intrinsecamente ligados, sendo que qualquer alteração de um reflete no outro. Mesmo que se descubra que um medicamento tenha ação sobre uma área cerebral correspondente a uma sensação humana, há uma freqüente troca energética entre esta e a alma, já que os átomos que dirigem as células e dirigem toda a fisiologia do corpo em última instância é pura energia vital.”
Aqui a única coisa a se perguntar, é: prove isso. Prove essa alegação extraordinária. Não há qualquer evidência que sustente essas alegações, e para quem alegou que Dawkins “não tinha provas metafísicas” e que escrevia “sem conteúdo investigatório”, essa alegação é espantosa e comprometedora. Além disso, se estão “intrinsecamente ligadas” como a alma resolverá problemas em relação a estes processos neurológicos, quando perder seu substrato material, o cérebro? Se a memória é um fenômeno físico, registrado em conexões neurológicas, como a alma lembrará de algo sem esse suporte nervoso?
Que diabos de “troca energética” é essa que parece indetectável por qualquer meio conhecido? E troca com quem, se nem mesmo se provou a existência de algo com o que se trocar alguma coisa (a tal alma ou espírito)? Um argumento circular e absurdo, usando a alma para provar a existência da … alma. A “prova” da existência da alma passa a ser a incapacidade de se detectar a alma de forma independente do cérebro!
“Pura energia vital” é pior ainda, um termo New Age sem NENHUM sentido científico, sem nenhum embasamento, sem nenhuma evidência de ser real, e uma bobagem que não serve como base argumentativa. E “átomos dirigem as células” tampouco é um argumento, uma vez que não há nada que indique isso (e na verdade a frase faz pouco sentido, usando o termo “controla” de forma vaga e imprecisa).
Resumindo, não existe evidência de nenhuma “energia vital”, e é espantoso que um cidadão com formação universitária se refira a essa bobagem arcaica. Parece coisa de alquimista, não de um indivíduo do século 21.
Outro trecho:
João Fidélis: “Ao ser perguntado se a ciência teria resposta para tudo Dawkins diz: “Ainda não, e talvez nunca tenha. Mas, se há algo que a ciência não pode responder, não há nenhuma razão para supor que a religião possa”. Primeiro: Há religiões que tem explicação para a situação em si do ser humano em relação ao universo, ou seja, para as principais questões que envolvem a condição do homem neste planeta.”
A resposta de Dawkins é clara, e muito precisa. A contra-argumentaçã o de João Fidélis não, e faz pouco sentido. Sim, há religiões que ALEGAM ter explicação para a situação do ser humano em relação ao universo, entre outras coisas, mas isso não significa que seja verdade. Na realidade, as muitas religiões existentes são conflitantes quanto as explicações que apresentam, e não podem ser todas verdadeiras ao mesmo tempo (é um preceito lógico que algo não pode ser e não ser ao mesmo tempo), embora possam ser todas incorretas ao mesmo tempo. Não é possível que nossa existência nesse mundo seja para “expiar pecados ancestrais e ir viver no paraíso depois de morrer”, e ao mesmo tempo seja “uma experiência repetida, de aperfeiçoamento, por séculos e milênios, até atingir o nada sagrado”.
As perguntas que a ciência não pode responder, a religião também não pode. As perguntas que a ciência pode responder, ela o faz com um grau de confiabilidade que nenhuma religião jamais sonhou. E muitas perguntas podem simplesmente não ter respostas, não as que as pessoas gostariam. Por exemplo, pode não haver nenhum motivo especial para estarmos aqui, e se for assim, então é assim, e “acreditar” em uma explicação religiosa não vai mudar isso.
João Fidélis: “Segundo: A ciência atua como auxiliar do conhecimento, tendo sua área específica de atuação, não estando, portanto, com a plenipotência de pontificar verdades.”
Esse é o tipo de espantalho recorrente, que é brandido sempre que a religião ou a crença se encontram encurraladas. Em nenhum momento a ciência se arroga a capacidade de ser plenipotenciá ria em pontificar verdades. Pelo contrário, ela defende justamente que todo conhecimento é parcial, uma verdade provisória e temporária, até que mais dados e mais informação, e mais evidências, permitam melhorar, ajustar ou modificar esse conhecimento. Ela defende a confiabilidade relativa de seus conhecimentos, não sua natureza absoluta.
Se existe quem se arvore ser capaz de apresentar verdades e pontificar alegações, são justamente as religiões!
Aspectos concretos, deste universo físico, são melhor explorados, melhor compreendidos, a partir da ciência. Aspectos subjetivos, que podem ser importantes para seres humanos mas que não fazem a menor diferença para o universo ou sua compreensão, são objeto da filosofia. E resta à teologia, às religiões, tentar ocupar lacunas nessas duas ferramentas criadas pelos seres humanos para compreender sua existência e a existência de tudo. Vampiros do conhecimento, poderíamos dizer, se arrogando serem fonte de verdades, e não o que são realmente, parasitas intelectuais de nossa espécie.
João Fidélis: “Minha sugestão a Dawkins é se cercar de uma ampla investigação filosófica para sustentar suas teses. Senão é chover no molhado.”
Minha sugestão ao João Fidélis, leia o livro que pretende criticar, com a mente aberta da razão, sem os antolhos da fé cega e o véu da religião, e talvez perceba como está enganado em sua crítica a Dawkins. Pois este fez sim uma ampla investigação filosófica, e o resultado é justamente este livro.

19:08 on agosto 25th, 2007 1
O link que leva à critica completa do João Fidélis ao Dawkins não está
funcionando. Eu só sinto que ele ( o João Fidelis) não leu a refutação do
Homero porque devido a extensão do texto, o Jornal não publicou, pelo
menos não até agora. Estou doido pra mandar o link do blog para o João
Fidelis he,he,he.
20:01 on agosto 25th, 2007 2
“Plenipotência de pontificar verdades”. Depois dessa estou até com vontade de mudar minha posição de crítico negativo para apenas elogiar a iniciativa de Dawkins com seu livro, ou pelo menos ficar “em cima do muro”.
Cleber
13:03 on agosto 26th, 2007 3
Oi Jamil,
Eu não sei porque esse erro acontece, pois o endereço do link está correto..:-(
Acredito que seja um problema com o site do Jornal de Votuporanga.
Você sabe se há um outro link para esse texto? Eu procurei, mas não achei…
[]s
15:58 on agosto 27th, 2007 4
Já testei, o problema é com o Jornal. Para chegar até o artigo é preciso usar o link e digitar a data de 21/8/2007 na página que aparece.(edições anteriores).
23:50 on agosto 10th, 2009 5
o autor desta crítica está completamente errado ao dizer ‘Do ponto de vista estritamente biológico, o homem É um amontoado de genes’, pois na verdade a célula é composta do seguinte
água
sais minerais
carboidratos
lipídios
proteínas
ácidos nucléicos
ácido desoxirribonucleíco (DNA)
ácido ribonucléico (RNA)
trifosfato de adenosina (ATP)
sendo que a água é 70% do componente da célula, e é essencial para a existência da vida… poder-se-ia então dizer que o objetivo dos seres humanos é carregar água. [:)]
dá no mesmo que o ‘gene egoísta’, e é até mais embasado por evidências.
23:53 on agosto 10th, 2009 6
outro erro do autor da crítica é escrever o seguinte: ‘E, se há uma coisa que nem os inimigos mais ferrenhos de Dawkins ousam alegar contra ele, é falta de embasamento ou conteúdo investigatório em seus livros e argumentos. Pelo contrario, ele tende a ser acusado de gigantismo, excesso de dados e de exemplos, redundância de evidências, de escrever livros com volume absurdo de embasamento e dados.’
ledo engano, pois o que mais falta nos livros de dawkins são embasamento ou conteúdo investigatório em seus livros e argumentos.
um exemplo é quando dawkins diz que os homens bomba são causados pela religião. o problema é que dawkins não apresentou uma análise de quase 500 casos de homens bomba no mundo todo desde 1980. não apresentou uma prova estatística. apenas lançou a frase, na espectativa de seus leitores mais apaixonados não investigassem. e não investigaram mesmo.
se dawkins tivesse feito alguma investigação científica, saberia que os tamil tigers, do sri lanka, são os campeões de atentados com homens bomba, e são um grupo marxista-leninista. não há traços de religião nos tamil tigers. isso falseia a alegação de dawkins.
23:58 on agosto 10th, 2009 7
uma mostra do desespero do autor desta crítica é a frase: ‘Seus livros são lidos, discutidos, analisados e usados como exemplo em toda comunidade acadêmica.’
será que ele seria capaz de provar esta alegação? dawkins atualmente tem sido considerado um fracasso até por alguns ateus leitores dele. teorias de dawkins como a memética e o próprio gene egoísta não serviram para nada e já caíram no esquecimento. curiosamente, se hoje alguns lembram de memética são alguns poucos autores de livros de auto-ajuda, o que serve para humilhar ainda mais a crença nos memes (que não existem mesmo).
o grande motivo para que dawkins sofra contra-ataques é pelo motivo de seus livros serem carregados de ódio e preconceito. é por mentes como a de dawkins que religiosos hoje em dia são assassinados na china.
o livro ‘deus, um delírio’ marcou o ápice do ódio e fanatismo de dawkins, e será sempre utilizado como um exemplo de como mesmo sem a religião é possível nutrir um fundamentalismo insano.
por esse motivo é divertido humilhar e esmagar qualquer texto de richard dawkins. um autor que tentou ser um novo carl sagan e não conseguiu.
0:24 on setembro 30th, 2009 8
Luciano escreve: “uma mostra do desespero do autor desta crítica é a frase: ‘Seus livros são lidos, discutidos, analisados e usados como exemplo em toda comunidade acadêmica.’será que ele seria capaz de provar esta alegação? ”
Sim, seria..:-) Embora não seja necessário, pois você mesmo poderia se dar ao trabalho. Mas primeiro o que aceitaria como evidência? Porque, se já está predisposto contra o texto e os argumentos, nenhuma evidência o convencerá (como, alias, tendem a se posicionar os que crêem).
Há diversas maneiras de avaliar o impacto de um texto, livro ou trabalho, em especial científicos. O número de citações e desdobramentos em revistas científicas é uma delas, e Dawkins passa bem no teste. Mas podemos usar um modo mais informal, e procurar no Google por um de seus livros de maior impacto, o Gene Egoista.
Neste momento, o resultado é de 516.000 (quinhentos e dezesseis mil) links. E isso usando o nome em portugues, em ingles são 515.000.
Como exatamente um livro que foi publicado na década de 70 e ainda hoje é usado como exemplo, lido, analisado e recomendado em escolas e universidades, seria algo sem importância ou impacto?
Dawkins é excelente biólogo, excelente divulgador da ciência, e faz excelente trabalho na luta contra o fundamentalismo religioso e o dano que a fé cega causa. Se suas ações muitas vezes parecem incisivas, é porque o ataque efetuado pela religião, em especial na Europa e USA, é violento, agressivo e incisivo, para dizer o mínimo.
E “humilhar e esmagar” parecem termos bem, digamos, pouco civilizados ou tolerantes, não?
Tente ler The Meme Machine, de Suzan Blackmore, para ver que a teoria dos memes é bem consistente. E ainda assim, não é pela teoria dos memes que Dawkins é reconhecido, e mesmo ele entendia, e defendeu, a limitação da teoria.
Dawkins não é fanático, é vigoroso na defesa do que considera importante, o estado laico, a liberdade de pensamento, a razão e a ciência.
Quando escrevi que o homem é um amontoado de genes, eu estava, claramente, usando uma forma branda de metáfora, algo como uma metonímia. Evidentemente eu sei que temos outras substâncias em nossa formação, mas pegar um monte dessas substâncias e jogar em um balde não gera um ser humano, são as instruções contidas nos genes, usando essas substâncias, que formam, e definem, um ser humano. Ou uma ameba ou um porco..:-)
Luciano: “se dawkins tivesse feito alguma investigação científica, saberia que os tamil tigers, do sri lanka, são os campeões de atentados com homens bomba, e são um grupo marxista-leninista. não há traços de religião nos tamil tigers. isso falseia a alegação de dawkins.”
Está enganado. Isso não falseia a alegação de Dawkins, que é a de que os homens-bomba muçulmanos são criação de suas crenças e de sua fé. O fato que que você acredita que tamis não tem religião, é irrelevante.
Além disso, tamils tem sua própria forma de fé religiosa fanática, o marxismo, sendo que deus (o cara que tem “a verdade absoluta”) é Marx..:-). E é isso que Dawkins ataca, justamente isso, gente e organizações que alegam saber “a verdade verdadeira e absoluta”, em geral vinda direto de “deus”, mas que pode vir de Marx também.
Em resumo, mantenha uma fé cega e absoluta, renuncie a razão e adote crenças sem base, e terá algo ruim, daninho. Apenas a razão e o conhecimento podem evitar o dano.
E nenhuma religião deseja isso, claro.
E embora possa ser um “ad hominem” do tipo positivo mencionar os premios e unversidades de Dawkins, é uma forma de verificar sua influência e aceitação:
Universidade de Berkeley
Universidade de Oxford
New College, Oxford
Medalha de prata da Sociedade Zoológica de Londres (1989)
Prêmio Faraday (1990)
Prêmio Kistler (2001)
Medalha Kelvin (2002)
International Cosmos Prize
Eleito membro da Royal Socity em 2001
Alfred Toepfer Stiftung concedeu-lhe o prêmio Shakespeare em 2005
Lewis Thomas Prize for Writing about Science em 2006
Nierenberg Prize for Science in the Public Interest (2009)
Tem mais, bem mais, mas acho que dá uma idéia de como Dawkins é influente e exemplo para toda comunidade acadêmica, não? ..:0)
12:55 on janeiro 11th, 2010 9
Homero tenta:
“Sim, seria..:-) Embora não seja necessário, pois você mesmo poderia se dar ao trabalho. Mas primeiro o que aceitaria como evidência? Porque, se já está predisposto contra o texto e os argumentos, nenhuma evidência o convencerá (como, alias, tendem a se posicionar os que crêem).”
A minha “predisposição” é irrelevante. Ou você apresenta evidências, ou não.
“O número de citações e desdobramentos em revistas científicas é uma delas, e Dawkins passa bem no teste. Mas podemos usar um modo mais informal, e procurar no Google por um de seus livros de maior impacto, o Gene Egoista. Neste momento, o resultado é de 516.000 (quinhentos e dezesseis mil) links. E isso usando o nome em portugues, em ingles são 515.000. ”
No seu critério, até o criacionismo, que é ridículo, ganha: o resultado é 3.500.000 links.
Perder até para criacionismo não é algo do qual eu me gabaria.
“Dawkins é excelente biólogo, excelente divulgador da ciência, e faz excelente trabalho na luta contra o fundamentalismo religioso e o dano que a fé cega causa. Se suas ações muitas vezes parecem incisivas, é porque o ataque efetuado pela religião, em especial na Europa e USA, é violento, agressivo e incisivo, para dizer o mínimo.”
Aqui é apenas o seu DESEJO de que Dawkins fosse excelente biólogo, mas ele jamais conseguirá isso. No fim de sua carreira, ele tentou apelar à polêmica, justamente por não ter relevância científica. Ele jamais será um Stephen Jay Gould, por exemplo.
“E “humilhar e esmagar” parecem termos bem, digamos, pouco civilizados ou tolerantes, não?”
Sensível vc, não?
São típicos termos de uma guerra intelectual.
[TRECHO APAGADO PELO MODERADOR POR FAZER PROSELITISMO E PROPAGANDA DE OUTROS SITES]
“Tente ler The Meme Machine, de Suzan Blackmore, para ver que a teoria dos memes é bem consistente. E ainda assim, não é pela teoria dos memes que Dawkins é reconhecido, e mesmo ele entendia, e defendeu, a limitação da teoria. ”
Li trechos dessa obra. Na boa, é obra para crianças. Fala sério.. vc acredita mesmo nos memes?
“Dawkins não é fanático, é vigoroso na defesa do que considera importante, o estado laico, a liberdade de pensamento, a razão e a ciência. ”
Essa alegação sua está falseada. Ele, no livro Deus um Delírio, ataca evolucionistas que não são radicais contra ele. Ele é contra cientistas que sejam cristãos. Ou seja, ele não é a favor da liberdade de pensamento…
“Evidentemente eu sei que temos outras substâncias em nossa formação, mas pegar um monte dessas substâncias e jogar em um balde não gera um ser humano, são as instruções contidas nos genes, usando essas substâncias, que formam, e definem, um ser humano. Ou uma ameba ou um porco..:-)”
O que forma e define um ser humano é a pressão do meio. Os genes são apenas ferramentas no processo…
“Está enganado. Isso não falseia a alegação de Dawkins, que é a de que os homens-bomba muçulmanos são criação de suas crenças e de sua fé. O fato que que você acredita que tamis não tem religião, é irrelevante.”
Claro que é relevante o fato de que os Tamil Tigers não tenham religião. A alegação do Dawkins perde valor.
“Além disso, tamils tem sua própria forma de fé religiosa fanática, o marxismo, sendo que deus (o cara que tem “a verdade absoluta”) é Marx..:-). E é isso que Dawkins ataca, justamente isso, gente e organizações que alegam saber “a verdade verdadeira e absoluta”, em geral vinda direto de “deus”, mas que pode vir de Marx também.”
ahahioahioahoiahoahoa… isso é uma falácia grosseira.
A “fé” marxista é justamente a fé de Dawkins, a do
materialismo dialético. rs.
É uma fé anti-religião. Ou seja, Dawkins está derrubado com o exemplo dos Tamil Tigers.
“Em resumo, mantenha uma fé cega e absoluta, renuncie a razão e adote crenças sem base, e terá algo ruim, daninho. Apenas a razão e o conhecimento podem evitar o dano.”
Isso está mais para frase de auto-ajuda do que realmente um argumento.
E quem garante que é você quem define o que é “razão” e que defina o que é “ruim” em termos de resultado?
Tu tá igual um pastor… querendo me doutrinar hein.
“E nenhuma religião deseja isso, claro. ”
Na minha religião deseja-se, por isso estou livre de fanáticos como Edir Macedo ou Richard Dawkins.
“E embora possa ser um “ad hominem” do tipo positivo mencionar os premios e unversidades de Dawkins, é uma forma de verificar sua influência e aceitação… mas acho que dá uma idéia de como Dawkins é influente e exemplo para toda comunidade acadêmica, não? ..:0)”
E que diabos tem esse apelo à autoridade com o fato dele ser influente para TODA a comunidade acadêmica?
rsrsrsrsr…
19:26 on janeiro 11th, 2010 10
Desculpe, mas não é “Homero tenta”, é “Homero argumenta”..:-) É assim que funciona um debate racional, argumentos e evidências que os sustentem, são apresentados, e quem os lê deve aceitar o que não puder refutar. Você não pode refutar nenhum, embora continue teimando.
Ok, já entendemos, você não gosta de Dawkins, que é “feio, bobo e tem mau hálito”..:-) Sua opinião, entretanto, não vale nada em uma discussão minimamente racional (não é pessoal, a minha também não).
Luciano: “A minha “predisposição” é irrelevante. Ou você apresenta evidências, ou não. ”
Errado, claro. A predisposição, como a capacidade de compreender algo (ou o desejo de compreender) são importantes, não para os argumentos, que se sustentam sem nenhum de nós, mas para justificar o meu esforço em tentar explicar.
Não importa quanto eu demonstre a falta de evidências de seres sobrenaturais para o Papa Bento, será inútil e não valeria o esforço. Ele está convencido de que não apenas seu deus existe (mas não os dos outros, no que concordo com ele..:-), como que fala com o dito cujo.
Então, repito, que evidências você aceitaria como válidas? Como em toda discussão científica, é preciso haver uma forma de falsear a hipótese ou teoria. Por exemplo, pode nos apresentar um coelho cambriano, e refutar totalmente a teoria da Evolução. O que aceitaria como evidência de que Dawkins é um grande cientista e sabe do que fala?
Luciano: “No seu critério, até o criacionismo, que é ridículo, ganha: o resultado é 3.500.000 links.
Perder até para criacionismo não é algo do qual eu me gabaria. ”
Risos, está de gozação, não é? Meu critério é de citações em revistas científicas, a busca no Google, como deixei claro, é apenas uma forma de mostrar que ele não é um desconhecido ou alguém a ser ignorado, em relação ao Fidelis (não busquei por ele no Google, mas acho que deve ser interessante..:-).
Luciano: “Essa alegação sua está falseada. Ele, no livro Deus um Delírio, ataca evolucionistas que não são radicais contra ele. Ele é contra cientistas que sejam cristãos. Ou seja, ele não é a favor da liberdade de pensamento…”
Você não é muito bom de leitura, não? A crítica de Dawkins é sobre cientistas que permitem que sua fé interfira no trabalho e pesquisa. E nos que pretendem “unir fé e ciência”, o que é evidentemente impossível.
Sim, um cientista pode ter sua fé, mas a deixa de lado quando faz ciência. Por exemplo, um cientista cristão, ao testar uma nova droga contra uma doença, deixa de lado sua crença na “cura por deus”, para poder estabelecer a eficácia dessa droga.
Se no final do experimento, com grupos de controle, duplo-cego, placebo, etc, ele considerar que, “bem, pode ser que os que se curaram o fizeram por intervenção direta de deus, e os que não se curaram, idem”, não será possível, pelo protocolo científico, definir a eficácia ou realidade da nova droga.
Isso se aplica, claro, a toda pesquisa científica. É preciso suspender a crença, qualquer crença, para fazer ciência. Nenhum cientista reza “deus, faça a eletricidade funcionar hoje, por favor”..:-)
Leia o livro, Luciano, este e o Gene Egoísta, ou vai ficar repetindo os erros e enganos do Fidelis e de outros.
Luciano: “ahahioahioahoiahoahoa… isso é uma falácia grosseira. A “fé” marxista é justamente a fé de Dawkins, a do materialismo dialético. rs. É uma fé anti-religião. Ou seja, Dawkins está derrubado com o exemplo dos Tamil Tigers. ”
De modo algum, e é fácil de ver a diferença. Traga o coelho cambriano, e Dawkins deixa de concluir (e não acreditar) que a evolução é correta. Apresente uma evidência de um ser sobrenatural, e Dawkins passa, como eu, a concluir que ele existe.
O materialismo não é fé, uma vez que podemos comprovar sua existência. É conclusão baseada em evidências. Para ir além do materialismo é que é preciso mais, é preciso fé, já que não existem evidências a suportar essa crença.
Dawkins não é marxista (nem eu), e a defesa da “Grande Conspiração Materialista Ateista dos Cientistas Malvados” é a última fuga na falta de argumentos..:-)
Luciano: “Isso está mais para frase de auto-ajuda do que realmente um argumento.
E quem garante que é você quem define o que é “razão” e que defina o que é “ruim” em termos de resultado?
Tu tá igual um pastor… querendo me doutrinar hein. ”
Risos, eu nem tentaria, não se pode modificar uma fé forte e cega, não há como..:-) Essa é, inclusive, uma das evidências do dano que a fé pode causar, impedindo quem sofre disso de pensar.
Para definir “ruim” em termos de resultado, teríamos de passar a discutir filosofia, em um nível muito mais avançado, e impossível em uma mensagem como esta. Também é uma “fuga” comum, tentar levar a conversa para problemas mais subjetivos, impossíveis de deslindar sem tempo e esforço.
Sim, para cristãos, “ruim” é uma sociedade livre a ateia, e para muçulmanos, qualquer sociedade não muçulmana.
Para mim, grosso modo e de forma bem simplificada, qualquer movimento em direção a intolerância, e que dificulte nosso avanço como espécie e como civilização, qualquer movimento ou ação que tente nos fazer andar para tras (por exemplo, em direção a inquisição), é ruim.
Religiões, por exemplo, são muito ruins e intolerantes. E elas sabem disso. Sabem que, se uma religião se torna mais forte, destrói ou persegue as outras. Sabe que, um estado laico é mais seguro, principalmente para as não hegemonicas, que um estado religioso (por isso a pressão de todas as outras religiões contra a moratória assinada pelo Lula com o Vaticano..:-).
Eu estou do lado delas, também acho ruim isso..:-)
Luciano: “Na minha religião deseja-se, por isso estou livre de fanáticos como Edir Macedo ou Richard Dawkins.”
Está com sorte, se Dawkins fosse o governante, você estaria livre dele, pois sua postura é tolerante e liberal, poderia até mesmo adotar uma religião satanista sem problemas..:-) Mas se o Macedo fosse o governante, bem, você e eu estaríamos fritos.
Essa a principal diferença entre razão e fé.
Luciano: “E que diabos tem esse apelo à autoridade com o fato dele ser influente para TODA a comunidade acadêmica? rsrsrsrsr…”
Rir faz bem..:-) Mas as vezes pode indicar pouca capacidade cognitiva ou compreensão dos problemas. Em ciência, não há apelo a autoridade, mas sim uma confiança em especialistas, desde que validados por outros, peer review, replicação, experimentos de validação, etc.
É o mesmo processo que faz você, sim você Luciano, procurar o médico mais conceituado para tratar seu problema, em especial se for sério, e não chamar isso de “apelo a autoridade”..:-)
É o mesmo processo que dá tanta confiabilidade ao conhecimento assim produzido, que permite que seu computador funcione, baseado em conhecimento produzido por especialistas e cientistas, sem que isso seja “apelo a autoridade”.
Ao contrário das autoridades da “fé” e da religião, as autoridades só são respeitadas pela comunidade acadêmica, se provar seu valor e conhecimento, e provar dentro de rígidos padrões de confiabilidade, chamado de método científico.
O mesmo que dá a você a expectativa de vida de mais de 80 anos, que permite que seus filhos não morram a taxa de 50% (padrão de nossos antepassados), que faz com que os satélites geo-estacionários da rede mundial de computadores enviem seus emails na internet.
Olhe em volta, Luciano. Tudo o que vê, praticamente sem exceção, foi criado e é suportado pelo conhecimento que despreza, da academia e de suas “autoridades/especialistas”. E isso não é apelo a autoridade, mas apelo a razão.
Homero
20:04 on janeiro 11th, 2010 11
Bem, Fernando. acho que você já demonstrou (ou tentou demosntrar) seu ponto de vista. Você não gosta do Dawkins.
Ao longo das suas mensagens seu principal argumento foi destratar as pessoas. Chamou o visitante Homero de “desesperado”, Susan blackmore de “infantil” e dawkins de “Charlatão e fanático”.
Também ignorou as evid~encias apresentas e distorceu o debate ou mudando ligeiramente de assunto. Exemplo?
Você disse que Dawkins não tem relevância no meio acadêmico. Ai, foi apresentado à você uma lista de prêmios que Dawkins recebeu ao longo de sua carreira e explicações de que dawkins foi e é citados várias vezes em várias revistas científicas ao longo das últimas décadas. Diante disso tudo em vez de você reconhecer que estava errado simplesmente acusou o visitante Homero de Falácia de autoridade!!
Ora, por quê você acha que Dawkins recebeu esses prêmios da comunidade acadêmica e espaço nas revistas científicas? Veja só, ele só conseguiu isso PORQUE TEM RECONHECIMENTO DENTRO DA COMUNIDADE ACADÊMICA!!
Além, desse seu comportamento você também usou a sua última mensagem para fazer propaganda disfarçada de comentário do seu blog anti-dawkins. onde você destila toda a sua retórica acrobática contra ele e todos aqueles que, do seu ponto de vista, ameaçam suas crenças religiosas. Eu apaguei essa propaganda. Proselitismo no meu blog eu não admito. E acho que sua participação aqui também já se esgotou.