Homem morre após passar veneno de sapo indicado por curandeiro

April 25th, 2008

Via Globo.com

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Um comerciante da cidade de Pindamonhangaba, a 145 km da capital paulista, morreu nesta quarta-feira (23) após passar veneno de sapo no próprio corpo, de acordo com policiais do 5º Batalhão do Interior.

Segundo informações dos investigadores que acompanham o caso, o homem, de 52 anos, foi orientado por um curandeiro da cidade. Ele teria dito que esse procedimento afastaria das drogas o filho da vítima.

De acordo com a polícia, o jovem também passou o veneno de sapo no corpo, mas não apresentou reações. O curandeiro, que segundo os policiais confessou ter orientado o uso do veneno, pode ser processado por exercício ilegal da medicina e acusado de homicídio.

O boletim de ocorrência foi registrado no 1º Distrito Policial de Pindamonhangaba. Um inquérito será instaurado para apurar a responsabilidade do curandeiro no caso. Ainda segundo a polícia, o laudo com o resultado de um exame toxicológico, que vai comprovar a causa da morte do comerciante, pode demorar de oito meses a um ano pra ficar pronto.

Por Trás do Véu de Ísis

April 9th, 2008

Por Rodrigo Constantino

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“O fato de um crente ser mais feliz que um cético não é mais pertinente que o fato de um homem bêbado ser mais feliz que um sóbrio.” (George Bernard Shaw)

A dor da perda de um filho é algo simplesmente impossível de ser mensurado por quem não passou por tal desgraça. Deve ser realmente insuportável conviver com uma perda deste tipo, inversa a todo o curso natural da vida. A perda dos pais representa a perda de uma parte do passado, mas a perda de um filho significa a perda do futuro. Muitos pais que passam por este sofrimento absurdo encontram algum consolo no espiritismo. A idéia de que o filho continua vivo, apenas em outra dimensão, pode confortar um pouco os pais desesperados. Alguns médiuns oferecem inclusive contato com o suposto além, através da psicografia. Os filhos mortos enviariam mensagens de consolo para os pais vivos, através de figuras como Chico Xavier.

O jornalista Marcel Souto Maior fez uma investigação sobre a suposta comunicação entre vivos e mortos, e o resultado aparece no livro Por Trás do Véu de Ísis. Conforme ele mesmo explica, “na mitologia egípcia, o véu da deusa Ísis é a teia que separa morte e vida, o conhecido e o desconhecido, o eterno e o efêmero”. Ísis é também o símbolo do desespero de quem perde um ente querido – no caso dela, o marido Osíris. O jornalista tenta fazer uma busca por respostas de forma imparcial, mas fica claro no livro que ele mesmo deseja encontrar uma afirmação em relação à crença nos espíritos. No livro, vemos justamente esta característica comum: todos que partem em busca de mensagens psicografadas do além estão desesperados por um sinal qualquer. Eles, acima de tudo, querem muito acreditar que estão entrando em contato com seus parentes falecidos. Tanta emoção é o inimigo número um da busca pela verdade.

Marcel visitou vários centros espíritas e entrevistou alguns médiuns. Ele foi autor também do livro As Vidas de Chico Xavier, uma biografia do mais famoso médium que o país já teve. Para quem não compartilha da fé na vida após a morte, nenhum relato do livro chega a impressionar realmente. Na grande maioria dos casos, o médium se limita a repetir nomes e sobrenomes, às vezes endereços ou telefones. Nada que não pudesse ser rapidamente pesquisado antes. Fora isso, os parentes em busca de consolo participam de uma entrevista com o médium antes, e quase sempre as informações relatadas na psicografia foram fornecidas por eles mesmos. Para alguém “de fora”, tudo parece uma grande encenação, ainda que com a boa intenção de auxiliar na dor dessas pessoas.

O próprio autor pergunta e responde: “É possível forjar mensagens psicografadas? É. É possível reunir o máximo de informações possível sobre determinadas famílias e construir mensagens dos espíritos a partir desses dados e das lições básicas do espiritismo? É”. Todos ali presentes estão em busca da mesma coisa: um desesperado consolo. Querem crer que a morte não existe de fato, que o filho morto continua vivo de alguma forma diferente apenas. Muitos estão em busca de conforto para o sentimento de culpa também. Desejam uma mensagem do filho garantindo que estão bem e que se “libertaram”, afirmando que os pais não devem se culpar por nada do que aconteceu. Uma dessas mães chegou a afirmar que precisava da mensagem muito mais do que poderia admitir, e que “em hipótese alguma” iria duvidar do teor delas. Posso imaginar, por ser pai, que uma das primeiras coisas que deve passar na cabeça de quem perde um filho é o que poderia ter sido feito para evitar tal desgraça. Deve ser terrível conviver com este sentimento, e muitas mensagens psicografadas têm justamente este teor, aliviando os pais. O jornalista concorda com esta análise:

“São pais que precisam acreditar, desesperadamente, que as ‘crianças’ – independente da idade que tenham – estão vivas e amparadas na outra dimensão. Famílias que precisam se livrar da culpa por não terem conseguido evitar a tragédia ou se livrar de dúvidas insuportáveis sobre as circunstâncias da morte. Suicídio? Assassinato? Tiro acidental? Muita dor? Gente que precisa, enfim, ouvir dos próprios filhos a frase definitiva: ‘Vocês não têm culpa, eu não tenho culpa. O que aconteceu estava escrito, era um compromisso assumido em outras vidas, um resgate inevitável’.”

A crença de que esta vida é apenas uma passagem, que o corpo é somente uma carcaça que carrega nosso espírito, e que tudo está escrito e determinado conforta quando acidentes banais tiram a vida de alguém muito querido. Mas o conforto oferecido não é garantia, de forma alguma, da veracidade da crença. Os adeptos do espiritismo, no desejo de defender sua fé, costumam oferecer respostas para justificar certas constatações incômodas. Se o estilo das mensagens é tão parecido e, muitas vezes, não reflete o estilo e o vocabulário dos remetentes quando vivos, a explicação estaria no fato de o médium ser um intermediário e, ao captar e transmitir as comunicações do além, estar sujeito a interferir no estilo e no conteúdo da mensagem. A necessidade de fornecer vários dados sobre os mortos é explicada da seguinte forma: “O melhor é fornecer aos médiuns o maior número de dados possível para facilitar a comunicação com o espírito”.

O que estaria por trás deste espetáculo mediúnico? Seria um simples embuste? Seria algum distúrbio psicológico do médium, que realmente acredita em seu poder? Seria um desejo de consolar os outros acima do compromisso com a verdade? Não é fácil responder isso. Em muitos casos, o médium abre mão de conforto material e nunca cobra pelas mensagens psicografadas. Alguns espíritas costumam usar isso para se defender da acusação de charlatanismo. Mas, como Waldo Vieira admite, depois de psicografar 26 livros – 17 deles com Chico Xavier, e romper com o espiritismo, são três os riscos enfrentados por qualquer médium quando se dedica a atender famílias enlutadas: poder, posição e prestígio, a “síndrome dos três pés”. Existe mais que dinheiro no mundo. Como álibis que aliviam a culpa desses “psicógrafos”, o próprio Waldo cita: o sentimento de que está difundindo a verdade maior que é Kardec, a idéia de que não pode desencorajar ninguém e a noção de que está fortalecendo as instituições. Enfim, a utilidade do ato o justifica, independente de ser ou não verdadeiro.

No entanto, creio ser importante citar o filósofo John Stuart Mill sobre isso:

“A utilidade de uma opinião é, por si mesma, uma questão de opinião: é tão discutível, tão exposta à discussão e exige tanta discussão como a própria opinião. Permanece a mesma necessidade de um juiz infalível das opiniões para decidir tanto que uma opinião é nociva, como que é falsa, a menos que a opinião condenada tenha plena oportunidade de se defender. E não bastará afirmar que ao herético se permite sustentar a utilidade ou a inocência de sua opinião, embora lhe seja proibido defender a verdade. A verdade de uma opinião faz parte de sua utilidade. Se quiséssemos saber se é ou não desejável crer numa proposição, seria possível excluir a consideração sobre ser ou não verdadeira? Na opinião, não dos maus, mas dos melhores, nenhuma crença contrária à verdade pode ser realmente útil.”

Pode um falso consolo ser um bom consolo? As drogas que vendem fuga temporária da realidade são amigas verdadeiras? Não é fácil julgar os pais que, em situação de total desespero, encontram algum refúgio no espiritismo. Talvez seja preciso uma força muito rara para aceitar que o acaso existe, que acidentes ocorrem, que a vida é finita e que nem todas as desgraças devem ter algum sentido. A morte de uma criança inocente suscita inúmeras dúvidas metafísicas. Qual pode ser o sentido dessa vida? Por que ela, e não um adulto? Por que alguém bom, e não um assassino perverso? O caminho mais fácil – e confortante – é crer que tudo é parte dos planos divinos, que tinha que ser assim, que foi para libertar essa alma para sempre.

Não é fácil julgar aqueles que tomam este caminho. Mas podemos julgar, de fora, o caminho em si. E o caminho simplesmente não parece ser real, não apresenta evidências de que existe. Parece apenas uma fantasia fruto de uma extrema necessidade de acreditar. Mas a necessidade não torna a crença verdadeira, como todas as crianças que acreditaram em Papai Noel aprendem. Por trás do véu de Ísis, não há mais nada. E isso não torna a vida mais vazia ou pior. Ao contrário: justamente por isso devemos valorizar muito esta vida que temos. Ela é a única. E registro aqui meus pêsames para todos aqueles que tiveram a vida de um ente querido interrompida, dor esta que nem gosto de imaginar. Mas gostaria de lembrar também que você ainda continua vivo!

Russas de seita que espera fim do mundo abandonam caverna

April 9th, 2008

Via Terra Notícias

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Sete mulheres de uma seita apocalíptica russa que proclama que o fim do mundo está chegando abandonaram hoje a catacumba onde se encontravam desde novembro do ano passado devido a um desmoronamento de terra.

No interior da caverna ocorreu um desmoronamento devido à chuva. Por isso, os seguidores se dividiram em dois grupos”, informaram à agência Interfax as autoridades da região de Penza, que se encontra mais de 600 quilômetros ao sudeste de Moscou.

Os membros da seita A Verdadeira Igreja Ortodoxa Russa são, em sua maioria, mulheres procedentes de Belarus e Ucrânia e seu líder é Piotr Kuznetsov, 43 anos, que foi diagnosticado com esquizofrenia.

As autoridades definem o grupo como “uma seita ortodoxa radical e apocalíptica”. As sete mulheres decidiram voltar à superfície após vários minutos de negociações com a polícia e, depois, foram examinadas pelos médicos.

Os outros 28 adeptos “optaram por esperar a chegada da Páscoa Ortodoxa russa”, em 27 de abril, quando prometeram sair da catacumba. “As quatro crianças permanecem na catacumba. Prosseguimos as conversas” três metros abaixo da terra, acrescentou, por sua vez, um porta-voz da Promotoria à agência RIA Novosti.

Na cova, os seguidores da seita fizeram estoque de alimentos, água e vários botijões de gás e vasilhas com gasolina, suficientes para durar até o final do mês, quando deveria acontecer o Apocalipse.

Até agora, as autoridades locais tentaram, sem resultados, persuadir-lhes a abandonar o bunker, mas eles respondem que “atearão fogo” em si mesmos se alguém tentar descer a seu refúgio antes que chegue o juízo final.

Piotr Kuznetsov já proclamou publicamente que era um profeta e, recentemente, anunciou a iminente chegada do Anticristo. Um grupo de especialistas em psiquiatria da Promotoria russa disse que Kuznetsov, detido pela polícia em novembro, sofre de “demência”.

O líder da seita poderia ser condenado a três anos de prisão por criar uma organização religiosa por meios violentos e por incitar o ódio religioso e estar de posse de literatura radical.

Alguns especialistas aconselharam as autoridades a agir com cautela, já que os membros da seita poderiam “cometer um suicídio coletivo” se acreditarem que as forças de segurança planejam invadir a cova.

Uma situação parecida ocorreu em março de 2000, quando mais de cem membros da seita religiosa apocalíptica Restauração dos Dez Mandamentos de Deus se mataram em Uganda em um ritual em massa após se trancarem em uma igreja e incendiá-la.

Segundo a Associação de Centros de Estudo de Religiões e Seitas, na Rússia há em torno de 80 seitas e cultos seguidos por entre 600 mil e 800 mil membros.

A maioria dessas seitas surgiu após a desintegração da União Soviética, aproveitando o vazio ideológico e espiritual deixado pela queda do comunismo.

A culpa é dos ateus?

April 4th, 2008

Por Bruxo

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Eu gosto do apresentador Datena do programa Brasil Urgente da bandeirantes. É uma pessoa enérgica, sem papas na língua e que não tem pena de bandido.

Mas, como qualquer ser humano, pode errar. E hoje, ao meu ver, ele errou feio.

Ele estava comentando o caso da menina Isabela que teria sido jogada pela janela pelo próprio pai. Enquanto falava, eram exibidas na tela imagens da missa de sétimo dia da menina. Foi quando em um momento de cólera ele disse que as pessoas não lêem mais a Bíblia, as pessoas não fazem mais orações a Deus, as pessoas não vão mais à missa, as pessoas não vão mais ao cultos evangélicos, as pessoas não rezam mais pra Buda, as pessoas não vão mais às mesquitas, as pessoas não procuram por Deus…É POR ISSO QUE ESSE CRIMES BÁRBAROS ACONTECEM!!!

Ou seja, pela lógica do Datena, a culpa dos crimes bárbaros é total e exclusiva dos ateus!! De uma hora pra outra virei a causa da violência no Brasil e no mundo!!

A quantidade de falácias de retórica, de contradições, absurdos e intolerância dessa linha argumentativa é tamanha que é até difícil enumerar. Aqui vão algumas:

1. Não há qualquer evidência estatística ou base lógica que relacione o ateísmo à prática de crimes. Sejam eles leves ou bárbaros. Na verdade, a maioria esmagadora dos presos acreditam em Deus e praticam algum tipo de religião. Muitos narcotraficantes do Rio de Janeiro são evangélicos.

2. No budismo não existe a crença em um Deus criador. Os budistas são criminosos por isso?

3. A crença em Deus nunca impediu que sociedades religiosas cometessem e aprovassem coisas ruins. No Brasil colônia, os cristãos achavam que era normal escravizar pessoas negras.

4. A bíblia não é uma fonte de moral e ética. Nesse quesito ela e seus personagens (incluindo o Deus bíblico) perdem feio. Pelo menos para a civilização moderna que condena o assassinato de crianças inocentes, o estupro, o machismo, a intolerância e a escravidão.Todas essas coisas horríveis estão presentes na Bíblia e não raro com “aprovação divina”.

5. Todos os terroristas muçulmanos são…vejam só…muçulmanos!! Eles lêem o Alcorão, rezam várias vezes ao dia, vão à mesquita e no entando cometam crimes bárbaros. Incluindo matar pessoas que adoram outros deuses, fazem outras orações e frequentam outros templos.

E isso para citar só 5 itens.

Pô Datena, não sou bandido, não..:-)

MP quer que bispo e Renascer devolvam dinheiro

April 3rd, 2008

Via Terra Notícias

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O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo e a Advocacia Geral da União (AGU) ajuizaram na terça-feira ação civil pública por atos de improbidade administrativa contra a Fundação Renascer e o bispo da Igreja Renascer, o deputado estadual José Antonio Bruno. Os órgãos pedem para que a fundação e o deputado sejam condenados a devolver, com juros e correção, R$ 1.923.173,95 recebidos do governo federal, em 2003 e 2004, para dois convênios de alfabetização de jovens e adultos do programa Brasil Alfabetizado.

O MPF e a AGU pedem que a Justiça conceda liminar para indisponibilizar os bens do deputado e da fundação, que está sob intervenção judicial desde ação movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. Ao final do processo, distribuído à 20ª Vara Federal Cível, além da devolução dos valores, os autores pedem que o bispo seja condenado a perda do mandado de deputado estadual ou outra função pública que exerça quando a ação for julgada, além de outras punições previstas no artigo 12 da lei de improbidade. A Renascer informou, por meio de sua assessoria, que não vai comentar o assunto até ter acesso aos dados da denúncia.

Investigações do Ministério Público Federal, da Controladoria Geral da União e de auditores do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação apontam que a Fundação Renascer, presidida na época pelo bispo José Bruno, não prestou contas adequadamente sobre como gastou os recursos dos convênios para capacitação de alfabetizadores e alfabetização de adultos. Segundo os convênios assumidos, a Fundação Renascer deveria ter alfabetizado 23 mil pessoas.

Segundo apurado, na prestação de contas feita ao FNDE pelos réus nenhuma das despesas foi comprovada com notas fiscais. Além disso, segundo a denúncia, a lista de alfabetizadores fornecida pela fundação não informa dados básicos que permitam checar as informações dos alfabetizadores, como CPF, RG, endereço ou, ao menos, o Estado onde os educadores prestaram seus serviços.

De acordo com o MPF, o deputado não forneceu as informações solicitadas quando as contas relativas aos convênios foram auditadas. Contrariando o disposto nos convênios, a documentação relativa aos projetos de alfabetização não foi arquivada na sede da Fundação Renascer.

Para o procurador da República Sergio Gardenghi Suiama e os advogados da União autores da ação, Gustavo Henrique Pinheiro de Amorim, Dennys Casellato Hossne e Carolina Yumi de Souza, a falta de recibos, notas fiscais e a recusa de Bruno em atender os órgãos de fiscalização demonstram que os réus cometeram improbidade administrativa.

Pastor desaparecido é encontrado em casa de striptease nos EUA

April 2nd, 2008

Via Globo.com

null Acima, o boêmio Pastor Craig Rhodenizer

Dois dias depois de desaparecer, um pastor de uma igreja no estado de Nova York, que havia dito a sua mulher que ia levar o computador para consertar, foi encontrado num clube de striptease em Dayton, Ohio, a mais de 600 quilômetros de distância.

Um policial de Ohio fazia ronda no estacionamento do clube de striptease K.C. Lounge, na sexta-feira (28), quando encontrou o carro do pastor Craig Rhodenizer, que estava sendo procurado como desaparecido até pelo FBI.

Segundo a polícia, Rhodenizer, que tem 46 anos e é pastor numa igreja de Lyndonville, ficou desorientado ao ser encontrado e disse que se sentia “emocionalmente culpado”.

Células-Tronco

March 22nd, 2008

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O prazer de perdoar

March 22nd, 2008

Como se temia, o ministro Carlos Alberto Menezes Direito pediu vista na ação de inconstitucionalidade contra pesquisas com células-tronco embrionárias humanas, frustrando as expectativas de uma decisão rápida para essa importante matéria. Difícil acreditar que a atitude não tenha objetivos protelatórios. Direito, afinal, define-se como um católico fervoroso, o que o torna necessariamente um adversário desse tipo de investigação. E, na prática, retardar a decisão significa evitar pesquisas, pois são poucos os cientistas que investem em experimentos que poderão ser considerados ilegais amanhã.

Entrando no mérito do problema, beira o “nonsense” a posição da Igreja Católica e de outros grupos religiosos contra as pesquisas médicas com células-tronco no Brasil. O que o artigo 5º da Lei de Biossegurança (nº 11.105) autoriza é a utilização de embriões remanescentes de tratamentos para fertilidade. Estamos, portanto, falando de mórulas que tenham sido consideradas inviáveis ou que estejam congeladas há mais de três anos –o que as torna más candidatas para iniciar uma gravidez. Não foram implantadas num útero e são mais do que remotas as chances de que venham a sê-lo. Seu destino seria a destruição pura e simples ou permanecer indefinidamente congeladas num freezer.

Sei que a Igreja Católica sempre foi contra os bebês de proveta. Só que isso não muda o fato de que existem alguns milhares de embriões armazenados em clínicas de fertilidade. Qual a proposta do Vaticano para eles? Obrigar as mães a introduzi-los em seus úteros? Oferecer as freiras para servir de barrigas de aluguel e permitir que eles possam nascer?

Não sou um especialista em logística social, mas parece-me uma tremenda de uma asneira deixar que esse material biológico já disponível e sem destinação evidente pereça no próximo apagão elétrico. É muito mais razoável dar-lhe um fim nobre, como a utilização em pesquisas que poderão um dia, ainda que distante, salvar vidas.

Não estou, com essas considerações pragmáticas, afirmando que não existe uma questão de princípio que pode e deve ser discutida. Se há um debate a que eu não me furto são aqueles que envolvem proposições filosóficas. O problema aqui é que, diante da situação concreta, a posição religiosa adquire tons que transitam entre o surreal e o obtuso.

Não é muito diferente da questão do aborto. Sei que Roma acha que o procedimento deve ser considerado crime em todas as circunstâncias. Mas, independentemente da ordem das razões, o que a igreja pretende que se faça com as mulheres que tentam –e continuarão tentando, não importa o que diga a lei– expulsar embriões de seus úteros? Colocá-las na cadeia? No Brasil, estima-se que sejam 1,5 milhão de abortos por ano. Lembrando que são relativamente raros os casos de mulheres que fazem dois procedimentos no mesmo ano, precisaríamos de algo como 1,2 milhão de novas vagas/ano em penitenciárias femininas. Isso dá a bagatela de 3.333 vagas/dia, sem botar na conta médicos, parteiras e comadres que se acumpliciam com as criminosas e, pela lei, também deveriam ir para o xilindró. Será que a Santa Sé está disposta a leiloar alguns de seus Michelangelos e Fra Angélicos para nos ajudar a construir tantas cadeias? Minha suspeita é que desejam manter essas práticas na ilegalidade apenas pelo prazer de, depois, perdoar o pecador.

Admitamos, porém, pelo bem do debate, o nefelibatismo vaticano e deixemos de lado as questões práticas. O argumento católico é o de que a vida tem início na concepção e deve desde então ser protegida, seja ela viável ou não, esteja dentro ou fora de um útero.

Primeiro reparo. É bobagem afirmar que a vida começa com a concepção. Tanto o óvulo como o espermatozóide já eram vivos antes de se unirem. O que dá para dizer é que a fusão dos gametas marca a criação da identidade genética única do que poderá tornar-se um ser humano, se as condições ambientais ajudarem. Temos, portanto, um ser humano em potência, para utilizar a distinção aristotélica, autor tão caro à igreja. E não faz muito sentido embaralhar potencialidades com atualidades; afinal, no longo prazo somos todos cadáveres.

Embora os “amici curiae” evitem dizê-lo nos autos, o ponto central, que torna coerente a posição do Vaticano, é um dogma “de fide”: o homem é composto de corpo e alma. E, para a igreja, esta é instilada no novo ser no momento da concepção. Só que ninguém jamais demonstrou que existe alma e muito menos que ela se instala no embrião quando o espermatozóide fertiliza o óvulo. O dissenso não opõe apenas religiosos a vis ateus. Uma das mais importantes autoridades da igreja, santo Tomás de Aquino, afirmou, acompanhando Aristóteles, que a alma de garotos só chegava ao embrião no 40º dia. Já a de garotas, talvez porque fossem mais lentas para arrumar-se, só no 48º dia.

Recuemos, porém, mais um pouco na ordem das razões. Será que a noção de alma pára em pé? Estima-se que 2/3 a 3/4 dos óvulos fecundados jamais se fixem no útero, resultando em “abortos” espontâneos (as aspas vão porque, pelas definições mais aceitas não dá nem para falar em aborto antes da nidação). Isso, é claro, quando a fecundação ocorre naturalmente no corpo da mulher. Quando ela se dá dentro de um tubo de ensaio, as chances caem bastante. Os médicos estimulam os ovários da mulher a fim de retirar-lhe o maior número possível de óvulos. Freqüentemente obtêm algumas dezenas, que são em seguida fertilizados, transformando-se zigotos e daí mórulas. Por determinação do Conselho Federal de Medicina, implantam no máximo quatro delas. As demais são postas no freezer.

O que quero dizer é que a “vida em potência”, no mais das vezes, torna-se, não “vida em ato”, mas “aborto em ato”. Se a alma é soprada por Deus no momento da concepção, qual é o sentido desse verdadeiro holocausto anímico? Para cada alma humana que “vinga” duas ou três são sacrificadas antes mesmo de vir à luz. Tamanho “desperdício” seria menos insensato se a Igreja Católica abraçasse, como as religiões antigas, a doutrina da metempsicose (transmigração das almas). A alma não teve sucesso nesta tentativa, paciência, volte mais tarde. Mas, como o catolicismo rejeita a tal da reencarnação, cada aborto resulta numa alma irremediavelmente perdida. É bem verdade que essa aparente incongruência não é um problema para o verdadeiro fiel, que jamais questiona os atos de Deus. Mesmo que nos pareçam insensatos, fazem sentido no plano superior.

Só que essa não é a única dificuldade que a introdução da alma nos apresenta. Para começar, a própria concepção não é exatamente um instante, mas um intervalo que varia de 24 a 48 horas. Esse é o tempo que transcorre entre a penetração do espermatozóide no óvulo e a fusão genética dos gametas. Será que a alma leva todo esse tempo para ser soprada no novo ser? Pior, se assumimos todas as conseqüências dessa noção, mulheres que usam DIU ou tomam a pílula do dia seguinte deveriam ser processadas como assassinas em série, pois esses métodos contraceptivos impedem que o concepto –já com alma– se implante no útero. (A Igreja Católica de fato condena toda forma “não-natural” de prevenção da gravidez, mas a maioria dos protestantes não vai tão longe).

É, entretanto, o fenômeno da gemelaridade que revela todos os limites e contradições da idéia de alma. Gêmeos monozigóticos (idênticos) se formam entre um e 14 dias depois da fertilização, quando o embrião sofre um desenvolvimento anormal dando lugar a dois ou mais indivíduos com o mesmo material genético. A alma, é claro, já estava lá. Cabem, assim, algumas perguntas. Ela também se divide, ou outras almas surgem para animar os demais irmãos? De onde elas vêm? Quem fica com a “original”? E, se gêmeos partilham a mesma alma, como fica o livre-arbítrio? Se um irmão peca, leva o outro –talvez bonzinho– ao inferno? Ou a alma boa prevalece sobre a má, carregando para o paraíso uma ovelha negra?

Cada um é livre para acreditar ou não em alma, ciência, tratamentos para fertilidade ou uma mistura disso tudo em proporções variáveis. Mas o Estado democrático deve procurar a proporcionar a maior felicidade possível para o maior número de cidadãos, sempre respeitando os direitos de todos. Nessa busca invariavelmente conflituosa, fatos provados devem ter primazia sobre opiniões. Dogmas e crenças de alguns não podem converter-se em obstáculos na busca pelo bem comum.

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Hélio Schwartsman, 42, é editorialista da Folha. Bacharel em filosofia, escreve para a Folha Online às quintas.

Rosto nas Nuves em MS

March 20th, 2008

Por Bruxo
Terra notícias

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A foto acima foi tirada pelo fazendeiro José Cláudio Krug no município de Chapadão do Sul (MS) recentemente. Pode-se notar o curioso rosto em meio as nuves escuras.

Um belo fenômeno da natureza que só pode ser percebido por nós humanos graça a outro fenônemo da natureza (só que psicológico) chamado pareidolia.

Abaixo você pode ver outros desenhos legais nas nuvens:

Rosto 1

Rosto 2

Jesus

Uma mulher religiosa de respeito!

March 11th, 2008

Por Bruxo
Revista Veja, edição 2051 - número 10

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Veja: “Em algum momento no curso desse julgamento (uso de embriões humanos nas pesquisas de células-tronco) a senhora se viu num dilema por causa de convicções religiosas?”

Ellen Gracie: “Eu sou católica, estudei em colégio de freiras. Mas não sou Juíza do Supremo para expressar minhas crenças religiosas, e sim para analisar as leis à luz da Constituição e do restante do sistema jurídico.”