janeiro 14th, 2012 at 8:35

O padre Kevin McAuliffe (Foto: AP)
Um padre americano da cidade americana de Las Vegas foi condenado a três anos e um mês de prisão por roubar e apostar em cassinos da cidade centenas de milhares de dólares de sua paróquia.
Kevin McAuliffe, de 59 anos, também foi proibido de frequentar cassinos e será obrigado a passar por um tratamento por seu vício em jogos após ser libertado.
Segundo o relato do jornal local ‘Las Vegas Review-Journal’, McAuliffe passou a maior parte do julgamento cabisbaixo e se disse arrependido de ter desviado cerca de US$ 650 mil (o equivalente a R$ 1,8 milhão) ao longo de oito anos.
Como vigário-geral da diocese de Las Vegas, o padre tinha amplo controle das finanças da igreja na qual trabalhava.
Ele foi acusado de desviar o dinheiro da conta bancária da igreja, das cestas para coletas de doações, da loja da paróquia e do fundo missionário.
Investigado pelo FBI
Os desvios de McAuliffe teriam sido descobertos após uma investigação de três anos realizada pelo FBI, a polícia federal americana. Desde que foi descoberto, o padre já teria devolvido US$ 13 mil (R$ 35,5 mil) do dinheiro roubado.
‘Eu tenho o mais profundo remorso e arrependimento’, afirmou McAuliffe durante o julgamento, afirmando ter ‘traído e escandalizado’ a Igreja Católica e sua congregação.
‘A igreja é minha família’, disse McAuliffe. ‘Sei que minha falha pessoal ficará comigo para o resto de minha vida’, afirmou.
Apesar de sua admissão, muitos frequentadores de sua paróquia defenderam o padre e esperam que ele recorra da sentença.
‘No tempo em que esteve aqui, esse homem fez mais para nossa paróquia que qualquer outro padre’, afirmou ZoeAnn Murphy à TV ABC.
Fonte G1 notícias
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dezembro 20th, 2011 at 12:13

NOTA: o fato aconteceu em 2009, mas vale a pena relembrar pela importância
Convidados que não conseguem conter as lágrimas, bolo, padrinhos, traje de gala e a marcha nupcial. Parecia um casamento como qualquer outro, mas não era. Foi celebrado na noite de ontem, numa casa de festas do Alto da Boa Vista, o primeiro casamento entre pastores evangélicos homossexuais do país. Marcos Gladstone, de 33 anos, e Fábio Inácio, de 30, reuniram as famílias e os amigos para oficializar a relação do casal. A data foi escolhida com cuidado: no Dia da Consciência Negra – os pastores homossexuais resolveram dar mais um passo na tentativa de abolir o preconceito
- O sonho de todo mundo é se casar um dia. Os maiores conflitos que vivi em minha vida foram exatamente por me perceber homossexual e ver que não poderia me casar ou mesmo ter a minha família – disse o pastor Marcos.
Os dois pastores são os fundadores da Igreja Cristã Contemporânea. A denominação evangélica é mais liberal que as igrejas tradicionais e recebe fiéis da comunidade LGBT – sigla para lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros. Como a união entre pessoas do mesmo sexo ainda não é reconhecida legalmente no Brasil, os noivos assinaram um contrato de união homoafetiva durante a cerimônia.

Evangélico gay
Para o pastor Fábio, a cerimônia foi representativa, mas não só do ponto de vista pessoal:
- Este dia (do casamento) é importante na vida de muitas pessoas. A nossa iniciativa é para mostrar que é possível ser gay, ser cristão e ser evangélico.
Uma data especial e histórica
Ao som de canções evangélicas, cerca de 300 convidados do casamento acompanharam a celebração inédita no país. A união foi celebrada pelo pastor Justino Luiz, da Comunidade Cristã Nova Esperança. A igreja de São Paulo, assim como a fundada por Marcos e Fábio, está entre as denominações evangélicas inclusivas. Negro e homossexual, o pastor Justino estava contente em poder celebrar a união homoafetiva de Fábio e Marcos no Dia da Consciência Negra:
- É importante para a visibilidade da comunidade LGBT. Queremos ter os mesmos direitos que todas as pessoas têm, inclusive nas cerimônias.
Marco para a igreja
Um dos padrinhos da união entre os pastores, Alexandre Castillho, de 39 anos, também membro da Igreja Contemporânea, definiu a data como sendo especial para todos os fiéis da sua comunidade evangélica:
- E um marco para nós todos como igreja. Acho que vai abrir um leque de opções. Temos que acabar com o preconceito cada vez mais.
Fonte EXTRA
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dezembro 19th, 2011 at 21:32
..explicado facilmente

Via Capinaremos
dezembro 18th, 2011 at 14:31
Via Paulo Lopes
O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, disse estar combatendo a lei que pune pais que batem em filhos porque ele recomenda os castigos físicos descritos na Bíblia.
A polêmica “Lei da Palmada” foi aprovada na quarta-feira (14) pela Câmara dos Deputados e agora terá de ser votada pelo Senado.
No dia seguinte à aprovação, Malafaia, disse que a lei “é mais uma palhaçada”. Afirmou no Twitter que prefere Provérbios 23:13,14: “Não retires a disciplina da criança; pois se a fustigares com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno”.
Ou seja, para Malafaia, que é formado em psicologia, os pais podem bater nos filhos sempre que julgarem necessário, desde que não os matem.
“Quando o assunto entrar em pauta no Senado, faremos uma campanha para impedir a aprovação dessa lei”, escreveu.

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dezembro 13th, 2011 at 12:11
BBC Brasil
O Ministério do Interior da Arábia Saudita informou nesta terça-feira que uma mulher foi executada por praticar “bruxaria e feitiçaria”.
Uma declaração publicada pela agência de notícias estatal da Arábia Saudita informou que Amina bint Abdul Halim bin Salem Nasser foi decapitada na segunda-feira na província de Jawf, norte do país.
O ministério não deu mais detalhes sobre as acusações contra a mulher.
Amina foi a segunda pessoa executada pela acusação de bruxaria na Arábia Saudita em 2011. Um homem sudanês foi executado pela mesma acusação em setembro.
O jornal árabe al-Hayat, baseado em Londres, informou, citando um membro da polícia religiosa, que a mulher tinha cerca de 60 anos e convencia as pessoas que podia curar doenças em troca de dinheiro.
Sebastian Usher, analista regional da BBC, informou que Amina foi presa em abril de 2009.
Anistia Internacional
O grupo de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional, que fez campanha para que outros sauditas sentenciados à morte por acusações de bruxaria sejam inocentados, informou que nunca tinha ouvido falar do caso de Amina até o momento, segundo Usher.
Em 2007, um cidadão egípcio foi decapitado depois de ter sido acusado de usar feitiçaria para provocar a separação de um casal.
Em 2010, um libanês condenado à morte por acusação de bruxaria, foi libertado depois que a Suprema Corte saudita decretou que as ações do homem não causaram danos a ninguém. O homem apresentava um programa de televisão onde ele previa o futuro.
A Anistia Internacional afirma que a Arábia Saudita não define bruxaria como crime que pode ser punido com a pena de morte. No entanto, alguns dos clérigos mais conservadores do país pediram que pessoas que preveem o futuro e curandeiros recebessem as punições mais severas possíveis, pois elas seriam uma ameaça ao islamismo.
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dezembro 6th, 2011 at 21:16
Via Folha.com
Uma pequena igreja evangélica do Bronx perdeu na quinta-feira o round final de sua batalha legal de 16 anos para tentar obrigar o Conselho de Educação da cidade de Nova York a permitir a realização de cultos religiosos em escolas públicas. Com isso, foi preparado o terreno para a prefeitura expulsar dezenas de igrejas e organizações religiosas que vêm usando as escolas para promover orações.
A Suprema Corte dos Estados Unidos anunciou que não vai rever a decisão de uma corte inferior que confirmou a decisão da prefeitura de proibir a congregação evangélica em questão, a Bronx Household of Faith, de promover seus cultos dominicais na escola no Bronx, como vem fazendo desde 2002.
Com isso, a prefeitura disse que até 12 de fevereiro de 2012 tomará medidas para pôr fim às centenas de cultos que vêm sendo realizados em escolas nos últimos anos. Apenas no ano escolar de 2010-2011, cerca de 160 congregações usaram prédios escolares para cultos religiosos.
“Vemos isso como uma vitória para os escolares da cidade e suas famílias” disse em comunicado à imprensa, na segunda-feira, a advogada sênior do Departamento Jurídico da prefeitura de Nova York, Jane Gordon. Ela acrescentou que o Departamento de Educação está preocupado, com razão, com a possibilidade de qualquer escola nesta cidade tão diversa ser identificada com uma crença ou prática religiosa em particular.
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dezembro 3rd, 2011 at 12:07
Por Paulo Lopes

Pedido de desculpas de
Malafaia não foi aceito
A jornalista e escritora Eliane Brum disse que ter sido chamada de tramp (vagabunda, em português) pelo pastor Silas Malafaia (foto) em uma entrevista ao The New York Times é prova do acerto e da relevância do seu artigo “A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico” .
Em uma nota no site da revista Época publicada no último dia 28, ela disse que, portanto, a palavra tramp usada na afirmação do pastor é “autoexplicativa”. Para ela, foi uma prova da intolerância religiosa que mostrou em seu artigo.
Na semana passada, quando soube da entrevista do pastor, a jornalista escreveu no Twitter ter ficado “chocada”.
O pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo admitiu na internet ter errado e disse ter enviado a Eliane por e-mail um pedido de desculpas. Argumentou que tramp se referia ao artigo da jornalista, e não à honra dela.
A nota da jornalista não faz menção ao pedido de desculpas, o que significa que não foi aceito.
Íntegra da nota da jornalista
“Em minha coluna de 14/11, intitulada “A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico”, escrevi sobre o crescimento da intolerância religiosa na vida cotidiana brasileira, com a multiplicação das novas igrejas pentecostais nas últimas décadas. Indagado sobre o meu artigo em uma entrevista ao jornal The New York Times, o pastor Silas Malafaia me chamou de “tramp”. A palavra de língua inglesa significa “vagabunda”. A afirmação do pastor é autoexplicativa: ao atacar minha honra por discordar de minhas ideias, ele proporciona a maior prova do acerto e da relevância do meu artigo.”
A dura vida dos ateus em um Brasil cada vez mais evangélico.
por Eliane Brum em novembro de 2011
Malafaia pede desculpas à jornalista pelo uso inapropriado de ‘vagabunda’.
novembro de 2011
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Malafaia
dezembro 2nd, 2011 at 19:11
Via BBC

Neeraj foi encontrado morto no dia 23 de novembro (Foto: Satish Srivastava)
Um menino indiano da casta dos dalit – ou intocáveis, considerada a mais baixa do sistema indiano – foi morto no Estado de Uttar Pradesh, norte do país, por ter o mesmo nome de um filho de um homem de uma casta superior.
Segundo a polícia local, o corpo de Neeraj Kumar, de 14 anos, foi encontrado no dia 23 de novembro em um campo.
Os policiais informaram que foi pedido para o pai de Neeraj, Ram Sumer, que mudasse os nomes de dois filhos, pois eram os nomes dos filhos de Jawahar Chaudhary, o homem da casta superior.
Dois amigos da família Chaudhary foram presos e o próprio Chaudhary nega envolvimento de sua família na morte do adolescente.Jawahar Chaudhary afirma que sua família está sendo incriminada pela polícia local.
A discriminação por castas é considerada ilegal na Índia, mas o preconceito ainda existe em muitas regiões do país.
Estrangulamento
O incidente ocorreu em um vilarejo chamado Radhaupur e, segundo a polícia, Neeraj foi estrangulado.
O subdelegado da polícia local, Praveen Kumar, informou que Ram Sumer, o homem da casta dos dalit, e Jawahar Chaudhary têm filhos com nomes de Neeraj e Dheeraj e que isto gerou problemas entre as duas famílias.
Chaudhary já teria alertado a família de Ram Sumer várias vezes para que ele mudasse o nome dos filhos.
No dia 22 de novembro, Neeraj saiu de casa depois do jantar para assistir televisão na casa de um amigo. Seu corpo foi encontrado no dia seguinte.
Os filhos de Chaudhary, Neeraj e Dheeraj, estão desaparecidos. Mas a polícia local prendeu dois amigos da família que, segundo os policiais, tem envolvimento no crime.
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Casta
dezembro 1st, 2011 at 11:10
Via UOL Notícias

Uma igreja batista no Estado americano do Kentucky decidiu fechar suas portas para casais interraciais em uma empreitada que, segundo eles, irá “promover união máxima”.
A decisão consiste em proibir casais de negros e brancos de participar de qualquer atividade na igreja batista Gulnare Freewill, localizada no condado de Pike. A decisão gerou protestos nos demais condados do Estado.
Tudo começou quando a filha do secretário da igreja, a estudante Stella Harville, 24, levou seu noivo, Ticha Chikuni, 29, natural do Zimbábue, ao local.
Os dois apresentaram uma música para a congregação, mas o casal não foi bem visto pela comunidade. Logo após a apresentação, o pastor Melvin Thompson disse ao pai de Stella que o casal não poderia voltar a igreja.
Thompson ainda disse que todas as pessoas são bem vindas aos cultos de adoração públicos, mas que a igreja não tolera casamentos inter-raciais.
A proposta foi levada a votação na semana passada e venceu por 9 votos a seis. Além de não tolerar o casamento de pessoas de raças diferentes, a igreja ainda proibiu que esses casais se tornem membros da comunidade ou participem dos serviços comunitários, exceto no caso de funerais.
“Esse não é o espírito da comunidade”, disse Randy Johnson, presidente da Associação Ministerial do Condado de Pike.
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novembro 30th, 2011 at 11:37
Via Paulo Lopes

Na comunidade, “música do mundo” não pode
Os pacientes da Oficina da Vida, uma comunidade de tratamento de dependentes químicos de Teresina (PI), só podem cantar músicas com letras evangélicas, conforme apurou o CFP (Conselho Federal de Psicologia), que acaba de divulgar um relatório sobre a situação de entidades de internação de usuários de drogas.
Criada por fiéis da Assembleia de Deus, a Oficina da Vida é mantida por um consórcio de igrejas evangélicas. Ela se mantém com doações, dinheiro do aluguel de um sítio e da ajuda do governo do Piauí.
O paciente que cantar música de Chico Buarque ou de Caetano Veloso, por exemplos, será punido com a suspensão por 15 dias do descanso de duas horas concedido após o almoço. Nesse caso, ele terá de dar continuidade às suas atividades, como capinagem.
Xarlles Pereira Cardoso, 32, coordenador terapêutico da Oficina da Vida, confirmou que só é permitido cantar músicas evangélicas. Isto porque, explicou, “as músicas do mundo” geralmente fazem apologia das drogas.
Relatório do CFP apontou, também, que os pacientes da comunidade são submetidos a outros castigos, como cavar buraco em terreno pedregoso. Cardoso negou. “Aqui não temos trabalho escravo.”
No relatório, há outras entidades religiosas cujo tratamento de dependentes químicos inclui castigos físicos, tortura psicológica, obrigação de seguir determinados credos, impedimento de comunicação com parentes, falta de alimentação e exposição a situações de humilhação.
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