Um padre de Moldova está sendo investigado pela morte de um bebê que se afogou após ter sido submergido três vezes durante a cerimônia de batismo.
Familiares acusam o padre, Valentin Taralunga, da Igreja Católica Ortodoxa, de negligência ao prosseguir com a cerimônia apesar dos sinais de que a criança, de um ano e meio, estava se afogando na pia batismal.
Médicos da capital moldávia, Chisinau, diagnosticaram que o bebê morreu por afogamento. O padre está sendo investigado por homicídio culposo, punível com até três anos de prisão.
Ao prestar depoimento, o padre Taralunga negou as acusações e disse que obedeceu aos cânones religiosos que ensinam sobre a cerimônia de batismo.
A família repassou à polícia um vídeo amador do momento em que o religioso submerge a criança na água. O conteúdo do vídeo foi divulgado pelas TVs locais.
Entretanto, os investigadores que trabalham no caso disseram a uma delas, a Publika TV, que ainda é cedo para chegar a uma conclusão.
Na cerimônia católica ortodoxa, os padres tampam o nariz e a boca das crianças durante os curtos instantes em que elas são submergidas na água benta.
Um porta-voz da Igreja moldávia disse não recordar de semelhante episódio na história religiosa do país.
Logo após a imersão na água, o bebê é visto com dificuldades de respirar. Segundo testemunhas, minutos depois a criança começou a espumar pela boca e sangrar pelo nariz.
Levado para ser socorrido, o bebê morreu a caminho do hospital. O diagnóstico da morte foi ocorrência de água nos pulmões.
Há dois anos atrás, eu já havia alertado neste blog para a intolerância religiosa do apresentador Luis Datena da Bandeirantes. Agora, o mesmo apresentador volta a demonstrar todo seu ódio e ignorância contra os ateus em rede nacional e de uma maneira, como posso dizer, bem nojenta e estúpida. Além de voltar a afirmar que quem comete crimes são pessoas que “não tem Deus no coração”, o paresentador Datena colocou uma enquete ao vivo para as pessoas votarem se acreditam em Deus e se concordam com ele.
O blogueiro Robson Fernando do Arauto da Consciência até fez a lista abaixo com alguns dos absurdos ditos pelo Datena:
- Quem comete um crime bárbaro é porque não tem Deus no coração
- Ateus, sem a coerção da crença religiosa e achando-se o “próprio Deus”, não tem limites morais
- Quem votou “NÃO” na enquete sobre crer em Deus devia estar votando de dentro da cadeia
- Quem não crê em Deus é capaz de cometer os piores crimes
- Quem não crê em Deus não devia nem assistir ao programa dele
- Quem tem Deus no coração não comete “barbaridades”, ao contrário de quem não tem.
- As pessoas que estavam votando “SIM” na enquete representavam o bem, e quanto mais elas votassem dizendo que acredita em Deus, mais o bem prevaleceria (na contrapartida do mal de quem não crê)
Vou acompanhar esse caso mais de perto e escrever aqui qualquer novidade sobre esse caso, pois acredito que dessa vez certos limites foram ultrapassados e a comunidade atéia precisa se mobilizar contra esse tipo de discriminação e também contra essa atitude de um apresentador de TV jogar todo um público contra um grupo de pessoas.
José Saramago sempre foi um crítico da mentalidade religiosa. Durante sua carreira de escritor ele publicou dois grandes romances onde o tema principal eram os personagens mitológicos da Bíblia. Em O Evangelho Segundo Jesus Cristo, Saramago retrata um Jesus Cristo bem humano que em alguns momentos parece ser apenas um instrumento nas mãos de um Deus perverso. Em Caim, lançado em 2009, Saramago transforma o filho de Adão e Eva numa espécie de vingador contra o Javé. Fora isso, Saramago deu inúmeras entrevistas e escreveu vários textos criticando a religião (especialmente a Igreja Católica) e a mentalidade pequena dos crentes fanáticos.
Pois bem, ontem morreu José Saramago. Não demorou muito para religiosos provarem o que Saramago sempre disse: que a religião deixa a pessoa fanática, burra e agressiva. Vejam alguns desses exemplos retirados ontem da internet (após cada comentário faço a minha observação, ok?)
“Como podemos lamentar a morte de uma pessoa que blasfemou contra Deus a vida toda?”, Iara Meirelles
Bruxo: Lembram daquele papo de que a religião faz das pessoas seres humanos melhores e cheios de amor ao próximo…pois é, é tudo mentira…:-)
“alguém que não respeita a fé alheia não é exatamente um grande escritor”, wvmedeiros
Bruxo: Sim, e para provar isso o pseudo-escritor recebeu um prêmio nobel de literatura e vendeu seus livros em todo o planeta.
“”Saramago deve ter sido um grande escritor, pois ganhou um prêmio Nobel. Mas daí concordar com suas idéias ou ler um de seus livros, é outra coisa. Eu jamais lerei um livro de Saramago, uma personalidade que só criava polêmica para se autopromover. Se revoltou contra Deus e pagou o preço. Que doença oculta seria essa?????” Albertino Ribeiro
Bruxo: Quê preço terrível esse, hein? Ainda bem que todo o restante da humanidade nunca vai precisar morrer…:-) Dúvida: Deus fez Saramago morrer aos 83 anos de idade na cama de sua casa… o que terá feito Zilda Arns para ter sido esmagada por toneladas de pedras de uma Igreja no exato momento em que ela e outros fiéis estavam adorando esse “Deus do Amor”! Por que um ateu morre tranquilamente na cama de sua casa enquanto dorme e uma fiél seguidora sofre uma morte tão brutal e horrível? E outra, deixar de ler uma bom livro só porque o escritor não compartilha da sua fé é uma imbecilidade enorme… Será que ele também nunca leu os livros de Machado de Assis, Jorge Amado, Augsuto dos Anjos, Antero de Quintal, Graciliano Ramos e tantos outros? Será que ele não vai assistir a nenhuma novela ou filme onde apareçam Lima Duarte, Antônio Fagundes, Malu Mader e tantos outros? Será que ele sempre tapou os ouvidos rapidamente toda vez que ouvia alguma música de Nando Reis, Caetano Veloso, Chico Buarque e tantos outros? Será que ele vai parar de usar o sistema operacional Windows e usar o Linux só porque Bill Gates não acredita num fantasmão? Seria mais fácil o nosso amigo Albertino Ribeiro morar dentro de uma redoma de vidro para se isolar do mundo e não ler, assistir, ouvir e usar nada que tenha sido criado por uma ateu!
Seria bom se o pastor multi-milionário quisesse arrecadar 1 BILHÃO DE REAIS para construir hospitais e escolas, não é? Mas infelizmente, ele quer esse dinheiro para abrir uma emissora de tv.
Agora resta uma dúvida: pra quê Malafaia quer um canal de tv? Fácil, para ter um canal só dele para pedir ainda mais dinheiro!!!
Ah, claro, entre um programa e outro ele também vai “levar a palavra de Deus” até as pessoas….
A notícia de um padre acusado de abuso sexual virou coisa tão comum que não chama mais a atenção (principalmente e infelizmente nem chama a atenção dos fiéis que na sua maioria ignoram tais casos e continuam seguindo essa instituição religiosa). Mas essa notícia tem um componente diferencial e muito revoltante: o padre abusava sexualmente das vítimas no hospital de Tielt , na Bélgica, enquanto elas estavam em coma!!
Quem fez essa revelação foi o sacerdote Norbert Bethune. Ele diz possuir uma carta assinada pelo padre criminoso falecido em 2009 onde o padre confessa os crimes que cometeu no hospital entre as décadas de 60 e 80.
Bethune ainda não revelou o nome do padre criminoso, mas diz que ele escreveu a carta “para morrer em paz e de consciência tranquila”.
Se a carta se revelar verdadeira será mais um caso( de já tantos ) que envergonham ( ou deveria envergonhar ) a ICAR.
Celebra-se hoje, dia 20 de Maio, o primeiro “Dia de desenhar Maomé”. A iniciativa vem no seguimento do cartoon concebido por Molly Norris e aqui exposto, o qual surgiu em reacção à censura do episódio do South Park em que Maomé era representado disfarçado de urso e das inevitáveis ameaças subsequentes à integridade física dos seus autores.
A autora do cartoon afastou-se entretanto do movimento, mas a ideia acabou por tocar um nervo sensível e ganhar vida própria.
A iniciativa é um desafio directo a uma religião que reclama para si o direito especial de excepção ao texto da primeira emenda da constituição norte-americana:
“Congress shall make no law respecting an establishment of religion, or prohibiting the free exercise thereof; or abridging the freedom of speech, or of the press; or the right of the people peaceably to assemble, and to petition the Government for a redress of grievances.”
Em nome do reclamado direito a não verem os seus mitos e interpretações divinas ofendidos, o Islão tem perdido poucas oportunidades de mostrar ao mundo a sua faceta sanguinária e violenta, desde a fatwa condenando à morte Salman Rushdie em 1989, o assassinato do cineasta holandês Theo van Gogh por denunciar a violência contra as mulheres no Islão no seu filme “Submissão” em 2004, ou o ataque a embaixadas e violência generalizada em 2006 em resultado da publicação de cartoons de Maomé num jornal dinamarquês.
É pois hora de mostrar aos devotos dos mitos da infância da humanidade que prezamos os nossos valores e os colocamos muito acima de direitos divinos auto-proclamados. Prevê-se um festim de auto-piedade e sentimentos ofendidos no mundo muçulmano.
O bebê E.B.A.M. tinha 14 dias e estava em um hospital com insuficiência respiratória e anemia.
O seu maior problema, contudo, era outro: ele nasceu em uma família da religião Testemunhas de Jeová, que não permite que os fiéis e seus filhos recebam transfusão de sangue. E era a única coisa que poderia salvá-lo.
O Hospital Austa, de São José do Rio Preto (SP), recorreu à Justiça e obteve autorização para submetê-lo a uma transfusão de emergência, o que ocorreu na quinta (4).
Agora, E. passa bem ? para o descontentamento de sua família.
Com autorização judicial, o Austa já tinha salvo em 2002 uma criança de pais Testemunhas de Jeová.
Um dos líderes da igreja no Brasil, o ancião Jefferson Liebana, disse que a crença e os valores dos fiéis são violados quando ocorre uma transfusão.
Ele fez uma comparação forte: ”A transfusão forçada é considerada um ato de estupro. Perante Deus, somos vítimas. A culpa cabe a quem violou a ordem bíblica”.
Ou seja, para Liebana, no caso, a culpa é de quem salvou o bebê: a juíza substituta Milena Repizo Rodrigues Kojo, que deu ok para o procedimento, e os médicos do hospital.
O pesquisador de judaísmo e professor de história Ivan Esperança Rocha, da Unesp, afirmou que os Testemunhas de Jeová estão equivocados.
Disse que a Bíblia ressalta que não se pode comer o sangue de animais, o que acabou sendo entendido como válido também para o sangue dos humanos. “E a proibição de ingerir sangue se estendeu a recebê-lo nas veias.”
Osni Assis Pereira, juiz titular da Vara da Infância da cidade, contou ao Diário da Região que já concedeu a médicos dez pedidos para transfusão de sangue.
“Sou protetor da vida das crianças, e o argumento religioso não tem o menor sentido. O direito à vida se sobrepõe aos demais”, disse.